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Psicóloga Nutty RamosCRP 08/12673

· Revisado em

Prevenção do suicídio

Laço amarelo, símbolo do Setembro Amarelo e da prevenção do suicídio

Se você ou alguém que você conhece está em sofrimento e corre risco imediato, procure ajuda.

  • CVV: 188 (ligação gratuita, 24 horas por dia)
  • Chat e e-mail: cvv.org.br
  • SAMU: 192 em caso de risco imediato
  • CAPS e UBS da sua cidade: atendimento em saúde mental pelo SUS
  • Hospital no pronto atendimento médico

O CVV não substitui serviços de emergência médica.

Alguém próximo a você está diferente. Fala menos, deixou de fazer coisas que gostava, está mais isolado, tem ideias ou fala sobre finitude e a falta de sentido na vida de um jeito que deixa você sem chão. E você não sabe se é “só uma fase” ou se deveria fazer alguma coisa, e o medo de piorar tudo com a pergunta errada faz muita gente escolher o silêncio.

Conversar sobre suicídio, com seriedade, protege. O tabu isola quem sofre e quem está próximo vivendo essa experiência; escolha o diálogo, ele aproxima, e escute a pessoa para encontrar respostas e soluções juntos.

Por que é tão difícil falar sobre isso?

A morte, na nossa sociedade, ainda é tratada como tabu: as pessoas não gostam e não querem ouvir falar dela. Mas é isso que precisa mudar. A convicção de que dialogar sobre suicídio agrava o problema ou o estimula não se sustenta. Falar salva, mas é preciso falar com respeito e seriedade.

O suicídio, assim como sua tentativa, é um fenômeno humano complexo e multifatorial: está integrado a experiências de trauma, perda, ausência de sentido na vida, tristeza e angústia profunda. E principalmente está associado à depressão severa ou uso de substâncias. A pessoa em sofrimento não vê saída para a crise em que se encontra: sua intenção não é o fim da vida, mas o fim da dor.

As causas não estão só na pessoa que atravessa um momento de estresse e crise: são resultado de uma interação complexa de fatores sociais, ambientais, culturais, psiquiátricos e psicológicos, como a depressão, a ansiedade ou o uso de substâncias. A depressão tem sido apontada como a condição mais comum associada ao suicídio, e, na maioria dos casos, não foi diagnosticada nem tratada a tempo.

Sinais de alerta que merecem atenção

Não existe um método infalível para saber se alguém está em risco. Isso pede sempre uma avaliação profissional. Mas alguns comportamentos merecem atenção e cuidado:

  • isolamento, cansaço, mudanças de humor e de rotina;
  • falta de cuidado com a higiene e a alimentação;
  • ausência de significado e de motivo para viver;
  • pensamentos repetitivos de ruína e de incompetência;
  • sentimentos de culpa, vergonha ou tristeza crônica;
  • desesperança, impulsividade e despedidas de pessoas próximas;
  • em alguns casos, não se identifica mudança alguma de comportamento.

Perceber esses sinais a tempo já é uma forma de cuidado. Você não precisa ter a resposta certa nem saber exatamente o que dizer. Dá para começar simplesmente perguntando, com sinceridade, como a pessoa está e se colocar à disposição para ajudar.

O diálogo como cuidado

Dialogar sobre suicídio abre espaço para identificar esses sinais em alguém próximo e ajudar essa pessoa a buscar um profissional de saúde mental. Você não precisa e nem deve dar conta disso sozinho: o seu papel pode ser só o de abrir a conversa e escutar a pessoa e juntos buscar o direcionamento adequado. Há situações em que a pessoa está tão comprometida mental e psicologicamente que precisa “ser levada” ao hospital, ao pronto atendimento ou ao psicólogo.

Duas pessoas conversando à mesa, uma com a mão apoiada no braço da outra

Prevenção é possível e existe tratamento

Depressão tem tratamento e necessita de cuidado profissional. Com o encaminhamento e o apoio terapêutico, psicológico e, quando necessário, psiquiátrico, a pessoa tem a oportunidade de ressignificar a crise, aliviar a dor e se reerguer. Aos poucos, é possível resgatar o sentido da vida, das relações pessoais e do contato com o mundo.

As palavras que usamos importam

Prefira usar palavras como “morreu por suicídio” ou “tirou a própria vida” a expressões que rotulem a pessoa pelo ato. E, para quem atravessa esse sofrimento, fale de “pessoa em sofrimento” ou “que está em crise”, nunca de “suicida”.

Setembro Amarelo: o laço amarelo

O Dia Mundial de Prevenção do Suicídio é 10 de setembro, criado em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS). O laço amarelo é o símbolo da causa. No Brasil, a campanha de setembro, Setembro Amarelo, chama a sociedade a dialogar sobre o tema com informação, respeito e seriedade.

Onde buscar ajuda agora

Se você ou alguém que você conhece está em situação de emergência, estes são os caminhos:

  • CVV: 188, ligação gratuita, 24 horas, todos os dias; também chat e e-mail em cvv.org.br.
  • SAMU: 192, UPA 24h e pronto-socorro, em caso de risco imediato. O CVV não substitui o atendimento de emergência médica.
  • CAPS e Unidades Básicas de Saúde (UBS), a porta de entrada do SUS para a saúde mental.
  • Hospital para pronto atendimento.

O diálogo é o centro da Gestalt-terapia, abordagem que autores como Martin Buber e Richard Hycner ajudaram a pensar. Saiba mais sobre quem escreve este post. Quando o sofrimento precisa de espaço para ser colocado em palavras, a psicoterapia é um dos caminhos possíveis. Mas o primeiro passo pode ser mais simples: abrir essa conversa, hoje, com alguém que você confia e pedir ajuda.

Se você ou alguém que você conhece está em sofrimento e corre risco imediato, procure ajuda.

  • CVV: 188 (ligação gratuita, 24 horas por dia)
  • Chat e e-mail: cvv.org.br
  • SAMU: 192 em caso de risco imediato
  • CAPS e UBS da sua cidade: atendimento em saúde mental pelo SUS
  • Hospital no pronto atendimento médico

O CVV não substitui serviços de emergência médica.

Se quiser conversar com uma psicóloga, me chame no WhatsApp.