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Atendimento

a abordagem

Gestalt-terapia: o que é e como funciona

Gestalt-terapia é a abordagem que trabalho no consultório.

Ela parte de uma pergunta simples e difícil: o que está acontecendo aqui e agora?

Nutty Ramos, psicóloga, sentada em um sofá lendo um livro

A abordagem

Gestalt-terapia

“Gestalt” é uma palavra que significa boa forma, configuração. É a maneira como cada pessoa estrutura a percepção de si mesma e do mundo. E é disso que a terapia trata: não de uma parte de sua existência, mas da totalidade humana inseparável de seus pensamentos, emoções, corpo e ação no ambiente.

De onde ela vem

A abordagem foi fundada por Fritz Perls e Laura Perls. Nasce em 1951, com o lançamento do livro Gestalt Therapy: Excitement and Growth in Human Personality, escrito por Fritz Perls, Ralph Hefferline e Paul Goodman.

O método é de inspiração fenomenológica. Isso quer dizer que ele parte da sua experiência direta, que é o fenômeno que você está vivendo, como isso afeta você, e não de uma teoria sobre por que você está sentindo ou por que você vive ou se comporta assim.

A pessoa inteira, em suas múltiplas dimensões

A Gestalt-terapia trabalha com a pessoa em sua totalidade, constituída de dimensões: física, afetiva, racional, social, histórica, energética e espiritual. Tudo o que compõe o seu campo de experiência (seus valores, seus significados, a sua história) faz parte da sua experiência como ser no mundo e, logo, de sua Terapia. Por isso não faz sentido, aqui, separar o que se sente do que se pensa, ou o corpo da vida que se leva dentro de um determinado contexto e ambiente. O ser humano é uma totalidade em busca de satisfazer necessidades a partir de significados próprios, que direcionam suas escolhas, renúncias e, portanto, sua liberdade.

Como funciona, na prática

A base do processo está na relação e no diálogo que se estabelece entre nós dois. É uma relação de pessoa para pessoa, e o que se busca construir é autenticidade.

Em sessão, uso entrevista, observação, escuta, e às vezes proponho tarefas e vivências. Elas servem para acompanhar as suas experiências, o que você aprende no caminho e o que muda no modo como você percebe e age sobre o mundo lá fora.

O trabalho é ampliar a percepção e atribuir os seus próprios significados à sua experiência. Ao mesmo tempo, fortalecem-se os seus recursos internos: o autoapoio, a autoaceitação, a autoconfiança e a consciência de seu modo de funcionar.

Um jeito de dizer isso: a queixa ou o sintoma passa a ser lido como uma metáfora. Um apelo pelo qual o organismo buscou restabelecer a própria saúde.

Qual a diferença entre Gestalt-terapia e
outras abordagens, como a TCC?

A Gestalt-terapia parte da experiência que está acontecendo agora, na sessão, entre nós dois. Não trabalha com um roteiro fechado: o caminho se constrói a partir do que aparece, do que é mais importante no aqui e agora para você e se mostra a partir do encontro de nossa humanidade.

É uma terapia que busca ir ao encontro do cliente, baseada numa filosofia do diálogo, para se relacionar, interagir, construir novas formas de ser e estar no mundo e dar suporte, ao invés de focar em tarefas, técnicas ou investigação persistente do passado e explicação dos porquês.

Para quem a Gestalt-terapia é indicada

Ela é indicada com frequência para lidar com algum tema específico e imediato. Mas vai além: a Gestalt-terapia é uma abordagem profundamente transformadora; contribui para o seu crescimento ao focar no desenvolvimento da autoconsciência, na autonomia, liberdade, responsabilidade pessoal e no viver o momento presente. Ela não busca apenas tratar sintomas, mas expandir o seu potencial humano para que você viva de forma mais autêntica e integrada. E assim, fazer escolhas mais livres visando satisfazer suas necessidades de modo mais saudável e eficaz no mundo.

Uma nota sobre a palavra “cliente”

Você vai me ver dizer cliente, e não paciente. Faz parte da “visão sobre o homem” nessa abordagem clínica, onde o cliente é visto como alguém que, ao mesmo tempo, observa e é observado, percebe e é autor de suas escolhas.

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